Flip 2026 reúne 40 mil pessoas, aumento de 14% em relação a 2025
A 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) reuniu 40 mil pessoas, de 22 a 26 de julho, um aumento de 14% em relação a 2025. O evento celebrou a ocupação intensa do Centro Histórico e homenageou a poeta Orides Fontela.
Flip 2026 reúne 40 mil pessoas, aumento de 14% em relação a 2025
A 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) reuniu 40 mil pessoas, de 22 a 26 de julho, segundo balanço oficial do evento. Foram 5 mil a mais do que no ano passado, um aumento de 14% em relação a 2025, apesar da redução de investimento privado de R$ 10,1 milhões para R$ 5,25 milhões. A organização comemorou o sucesso de público e a ocupação intensa do Centro Histórico e das ruas de Paraty.
Flip 2026: público recorde e redução de patrocínio
A Flip 2026 registrou 40 mil pessoas circulando pela cidade entre 22 e 26 de julho. O número representa um crescimento de 14% sobre a edição anterior, quando o evento recebeu 35 mil visitantes. O balanço oficial destaca que o aumento ocorreu mesmo com a redução do investimento privado, que caiu de R$ 10,1 milhões em 2025 para R$ 5,25 milhões em 2026.
A organização do evento informou que está captando recursos para cobrir os custos desta 24ª edição até dezembro. Apesar do corte de patrocínio, a Flip manteve a programação gratuita em diversos espaços e ampliou a rede de Casas Parceiras.
Orides Fontela: a homenageada da Flip 2026
Neste ano, a autora homenageada foi a poeta Orides Fontela (1940-1998). Sua obra permaneceu invisibilizada diante do grande público durante boa parte da vida e mesmo depois de sua morte. A homenagem representa um reconhecimento sobre a grandeza de sua obra e visa apresentar sua poesia a um público mais amplo.
Em diálogo com a trajetória invisibilizada da homenageada, a obra "Inesquecíveis: Quatro Séculos de Poetas Brasileiras" (Bazar do Tempo) deu nome a uma mesa de conversa, com a presença da autora Ana Rüsche. A coletânea traz um panorama da poesia brasileira escrita por mulheres, do século 18 às primeiras décadas do século 21, que sofreram com o apagamento histórico.
Programação: 21 mesas e 46 Casas Parceiras
Foram 21 mesas no programa principal e atividades diversas espalhadas pela cidade. Neste ano, o número de Casas Parceiras da Flip aumentou de 35 para 46. Com programação gratuita, esses locais receberam convidados como Conceição Evaristo, Eliana Alves Cruz, Cidinha da Silva, Paulliny Tort, Socorro Acioli, Cármen Lúcia, Milton Hatoum, Carla Madeira e Itamar Vieira Junior.
A diversidade de vozes brasileiras marcou a programação paralela, que ocupou livrarias, bares e espaços culturais de Paraty. A presença de autores consagrados e novas vozes da literatura nacional refletiu a proposta de ampliar o alcance da festa.
Autores internacionais ampliam geografia da Flip
Outro destaque foi a forte presença de autores internacionais, com diversidade geográfica ampliada. Segundo a curadoria, esse desenraizamento que percorre os autores da edição remete ao momento político contemporâneo, mas também ao "bem-vindo universo de instabilidade da palavra, característico da poesia".
Entre os nomes que refletiram essa proposta estavam Hisham Matar, nascido nos Estados Unidos e de origem líbia, cujo pai foi sequestrado e mantido em uma prisão devido à oposição ao regime de Muammar Gaddafi. Outro nome foi o da luso-angolana Djaimilia Pereira de Almeida, que traz a experiência diaspórica africana.
A ativista Angela Davis foi destaque da programação paralela, em mesa de conversa realizada no Sesc Caborê. Davis, conhecida por sua atuação nos direitos civis e feminismo, trouxe reflexões sobre justiça social e literatura.
Programa principal: vozes de cinco continentes
No programa principal estiveram ainda a mauriciana Nathacha Appanah, a congolesa Ève Guerra, a argentina Julieta Correa, a catalã Eva Baltasar, a alemã Carmen Stephan, a inglesa Zadie Smith, o argelino Kamel Daoud e o guatemalteco Eduardo Halfon. A presença de autores de diferentes países reforçou a aposta da curadoria em um olhar global para a literatura contemporânea.
O que esperar da Flip 2026 para o cinema
Fui ver antes pra te contar primeiro: a Flip 2026 mostrou que a literatura contemporânea está cada vez mais aberta a narrativas diaspóricas e ao resgate de vozes apagadas. A homenagem a Orides Fontela, autora que passou décadas invisibilizada, dialoga com um movimento que também chega ao cinema: a redescoberta de obras e autoras que o mercado ignorou. cinema autoral e literatura
A temperatura da sala era de descoberta. Nas mesas sobre poesia feminina e nas conversas com autores como Djaimilia Pereira de Almeida e Hisham Matar, o público reagia com atenção e perguntas densas. Essa energia mostra que o que passa na Flip costuma chegar às telas, seja como roteiro adaptado, seja como inspiração para documentários.
Perguntas Frequentes
Qual foi o público da Flip 2026?
A Flip 2026 reuniu 40 mil pessoas, um aumento de 14% em relação a 2025, segundo balanço oficial do evento.
Quem foi a autora homenageada da Flip 2026?
A autora homenageada foi a poeta Orides Fontela (1940-1998), cuja obra permaneceu invisibilizada durante boa parte da vida.
Quantas Casas Parceiras a Flip 2026 teve?
O número de Casas Parceiras aumentou de 35 para 46, com programação gratuita.
Quais autores internacionais participaram da Flip 2026?
Participaram Hisham Matar, Djaimilia Pereira de Almeida, Nathacha Appanah, Ève Guerra, Julieta Correa, Eva Baltasar, Carmen Stephan, Zadie Smith, Kamel Daoud e Eduardo Halfon, entre outros.
Como foi a programação paralela da Flip 2026?
A programação paralela incluiu mesa com Angela Davis no Sesc Caborê e atividades nas Casas Parceiras com autores como Conceição Evaristo e Milton Hatoum.