RioLGBTQIA+ 2026: começa nesta quinta com mais de 200 filmes
O RioLGBTQIA+ 2026 começa nesta quinta-feira, com mais de 200 filmes em exibição. A curadoria deste ano aposta em narrativas periféricas e autorais, num momento em que o cinema brasileiro busca reafirmar seu espaço. Analiso a programação com o critério que a produção nacional exi
RioLGBTQIA+ 2026 começa nesta quinta-feira com mais de 200 filmes
O RioLGBTQIA+ 2026 começa nesta quinta-feira, 15 de junho, com mais de 200 filmes em mostras competitivas e paralelas. A abertura será com o longa brasileiro 'Desvios', de Clara Sá, às 19h no Cine Odeon. A programação completa está disponível no site oficial do festival. Pela primeira vez, o evento terá uma mostra dedicada a realizadores indígenas e quilombolas, ampliando o espectro de vozes representadas.
A curadoria do RioLGBTQIA+ 2026: entre o mainstream e a margem
O festival deste ano divide-se em cinco mostras principais: Competitiva Nacional, Competitiva Internacional, Mostra Novos Olhares, Panorama Histórico e a inédita Mostra Territórios. A curadoria, segundo o diretor artístico Pedro Lopes, buscou equilibrar títulos de festivais internacionais, como o vencedor de Berlim 'All the Colors of the Night', com produções brasileiras de baixo orçamento. Nesse movimento, o RioLGBTQIA+ 2026 começa nesta quinta-feira com mais de 200 filmes que tentam escapar do lugar-comum do cinema LGBTQIA+ global, mas nem sempre conseguem.
'Desvios', na abertura, é um drama sobre uma travesti que retorna à cidade natal após dez anos. A fotografia de Júlia Menezes é soturna, quase expressionista, e a atuação de Luan Costa carrega o filme com uma tensão que não se desfaz. É um bom começo, mas levanta a questão: o cinema brasileiro LGBTQIA+ ainda está preso à narrativa do trauma? A programação sugere que sim, embora haja exceções.
Mostra Competitiva Nacional: o que esperar dos longas brasileiros
Dos 12 longas na disputa nacional, destaco 'Coração de Metal', de Márcia Rocha, que acompanha um grupo de lésbicas motociclistas no interior de Minas Gerais. O filme aposta na fisicalidade e no som do motor como metáfora de liberdade. Em contraste, 'Último Beijo em Copacabana', de Rafael Torres, é um romance melancólico que flerta com o melodrama dos anos 1950. A curadoria parece ter escolhido obras que dialogam com gêneros clássicos do cinema brasileiro, o road movie e a chanchada, mas atualizados pela perspectiva queer. O RioLGBTQIA+ 2026 começa nesta quinta-feira com mais de 200 filmes, e a nacional é a mostra que mais interessa a quem acompanha a produção local.
Mostra Territórios: a novidade que amplia o debate
A Mostra Territórios reúne 15 curtas e 4 longas de realizadores indígenas, quilombolas e ribeirinhos. É a primeira vez que o festival dedica uma seção inteira a essas vozes. O curta 'Rio Abaixo', de Kaxinawa Huni Kuin, registra a pesca tradicional no Acre com uma câmera que quase toca a água. A seleção não é apenas simbólica: ela reposiciona o debate sobre identidade e território no cinema LGBTQIA+ brasileiro, que muitas vezes se concentra no eixo Rio-São Paulo. O RioLGBTQIA+ 2026 começa nesta quinta-feira com mais de 200 filmes, e a Mostra Territórios é a aposta mais ousada da curadoria.
Panorama Histórico: revisitando o cinema brasileiro dos anos 1990
A mostra Panorama Histórico exibe o clássico 'Madame Satã' (2002), de Karim Aïnouz, restaurado em 4K. A escolha não é inocente: o filme, que narra a vida de João Francisco dos Santos, é um marco na representação da dissidência sexual no cinema nacional. Ao lado dele, estão curtas raros de Carlos Alberto Prates Correia e uma sessão dedicada ao documentário 'Bicha' (1974), de João Silvério Trevisan. O RioLGBTQIA+ 2026 começa nesta quinta-feira com mais de 200 filmes, e essa retrospectiva costura o passado ao presente com precisão.
Mostra Internacional: o que chega de fora
Na competição internacional, 18 longas de 14 países disputam o prêmio de melhor filme. O destaque é 'Saudade', do português João Pedro Rodrigues, que acompanha um homem em luto pelo amante em Lisboa. A fotografia em preto e branco e a ausência de diálogos nos primeiros 30 minutos são um exercício de cinema contemplativo que pode dividir o público. O RioLGBTQIA+ 2026 começa nesta quinta-feira com mais de 200 filmes, e a curadoria internacional parece privilegiar o experimentalismo, o que é um acerto para quem busca algo além do óbvio.
Mostra Novos Olhares: os curtas-metragens que valem a fila
A Mostra Novos Olhares reúne 50 curtas-metragens de realizadores brasileiros com até três filmes no currículo. É a seção mais vibrante do festival. O curta 'Oração ao Vento', de Ana Terra, é um ensaio sobre o desejo entre duas mulheres numa comunidade rural do Nordeste, filmado com uma câmera 16mm que dá textura à imagem. Outro que merece atenção é 'Fim de Linha', de Lucas Andrade, sobre um cobrador de ônibus trans em São Paulo. O RioLGBTQIA+ 2026 começa nesta quinta-feira com mais de 200 filmes, e os curtas são onde a energia do novo realmente pulsa.
Programação e ingressos: como participar
Os ingressos custam entre R$ 10 e R$ 20, com meia-entrada para estudantes e idosos. A programação completa está no site oficial, com horários e salas. O festival acontece em cinco espaços: Cine Odeon, Estação Net Botafogo, Cinema do Museu de Arte Moderna, Sala de Cinema do CCBB e a tenda montada na Praça Mauá. O RioLGBTQIA+ 2026 começa nesta quinta-feira com mais de 200 filmes, e a distribuição geográfica das sessões facilita o acesso a diferentes públicos.
Perguntas Frequentes
Quando começa o RioLGBTQIA+ 2026?
O RioLGBTQIA+ 2026 começa nesta quinta-feira, 15 de junho, e segue até 25 de junho.
Quantos filmes serão exibidos?
Serão mais de 200 filmes, entre longas e curtas, distribuídos em cinco mostras.
Onde comprar ingressos?
Os ingressos podem ser comprados na bilheteria dos cinemas ou pelo site oficial do festival.
Qual filme abre o festival?
O longa brasileiro 'Desvios', de Clara Sá, abre o festival no Cine Odeon, às 19h.
Há mostras especiais este ano?
Sim, a Mostra Territórios, dedicada a realizadores indígenas, quilombolas e ribeirinhos, é a grande novidade.