# RioFilme trabalha por mercado cinematográfico comum do Brics

> RioFilme, empresa da prefeitura do Rio de Janeiro, negocia acordo de coprodução com a Rússia e lidera articulação para criar um mercado cinematográfico comum entre os países do Brics. A iniciativa busca ampliar a circulação de produções brasileiras no exterior e atrair investimentos internacionais para o setor audiovisual nacional.

*Vídeo na Frente · Análises e Críticas · 28 de agosto de 2026 · Marcelo Tenório*

A RioFilme, empresa da prefeitura do Rio, negocia acordo de coprodução com a Rússia e atua para criar um mercado cinematográfico comum no Brics. Saiba como isso afeta o setor audiovisual brasileiro.

A RioFilme, empresa da prefeitura do Rio de Janeiro, está no centro de uma articulação para criar um mercado cinematográfico comum entre os países do Brics. O Brasil negocia um acordo oficial de coprodução com a Rússia, que permitiria o uso de políticas públicas para projetos culturais dos dois países. "A gente espera que, no médio prazo, esse acordo se converta em realidade", afirma Leonardo Edde, presidente da RioFilme.

Edde está em Moscou, participando do Festival Internacional de Cinema, que segue até o dia 31. É a terceira vez que ele comparece ao evento, a convite dos organizadores. Para que o acordo saia do papel, porém, o executivo ressalta que é preciso preparar o terreno: entender que tipo de conteúdo tem mais potencial na união das duas culturas e qual a interseção entre as audiências de cada país, seja no cinema, na TV ou no streaming.

A RioFilme já passou pela China e pela Índia, sempre com o objetivo de fortalecer o Brics, grupo criado em setembro de 2006 por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. "Nós temos um mercado comum gigantesco e precisamos olhar mais para a gente", diz Edde, defendendo que o bloco passe a investir no próprio potencial audiovisual, como fizeram Estados Unidos, Coreia do Sul e França, que usam o cinema como ferramenta de influência e atração turística.

A estratégia inclui não só coproduções, mas a criação de um ecossistema completo: distribuição, propriedade intelectual, tecnologia e até inteligência artificial. A viagem a Moscou faz parte do projeto Destination Rio, do plano estratégico da prefeitura para 2025-2028, que mira atrair produções estrangeiras e empresas internacionais para se instalarem na capital fluminense.

Em 2024, a RioFilme assinou um memorando de entendimento com Moscou para promover as duas cidades como destinos de produções. Em junho de 2026, uma delegação russa participou do Rio2C, uma das maiores plataformas de negócios audiovisuais da América Latina, estreitando laços. A aposta é clara: "quase um mercado comum Brics", nas palavras de Edde, com potencial de gerar negócios e colocar o Rio no mapa global do cinema.

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Fonte (canonical): https://videonafrente.com.br/analises-e-criticas/riofilme-trabalha-por-mercado-cinematografico-comum-brics/
