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Região histórica do Rio, Praça Onze será revitalizada: entenda o projeto

ResumoA Praça Onze, região histórica do Rio de Janeiro, será revitalizada por plano da prefeitura que inclui restauro de marcos culturais, novo paisagismo e incentivo ao comércio local. O projeto visa preservar a memória do samba e do carnaval, gerar empregos e melhorar a mobilidade urbana, com previsão de conclusão em 2026.

A região histórica do Rio, Praça Onze, será revitalizada por um plano da prefeitura que prevê restauro de marcos culturais, novo paisagismo e incentivo ao comércio local. Entenda o projeto, as controvérsias e o que muda para moradores e visitantes.

Hélio Bastos Caetano
Hélio Bastos Caetano Colunista de Cinema Cult e Clássicos · 10 de julho de 2026
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7.6/10
VereditoA região histórica do Rio, Praça Onze, será revitalizada por um plano da prefeitura que prevê restauro de marcos culturais, novo paisagismo e incentivo ao comércio local. Entenda o projeto, as controvérsias e o que muda para moradores e visitantes.

Região histórica do Rio, Praça Onze será revitalizada: entenda o projeto

A região histórica do Rio, Praça Onze, será revitalizada por um plano da prefeitura que promete devolver ao local sua importância cultural e urbanística. Conhecida como berço do samba e palco de manifestações históricas, a praça ganhará novos equipamentos e restauro de seus marcos originais. O projeto, anunciado em 2025 pela Secretaria Municipal de Conservação, prevê investimento em infraestrutura, paisagismo e acessibilidade.

Resposta direta: o que muda na Praça Onze

A revitalização da região histórica do Rio, Praça Onze, inclui restauro do chafariz central e do coreto, novo calçamento em pedra portuguesa, iluminação cênica para valorizar o patrimônio, instalação de bancos e lixeiras, e criação de uma área de convivência com mesas e cadeiras. O projeto também prevê a recuperação dos jardins e a poda de árvores, com início previsto para o primeiro semestre de 2026 e duração estimada de 12 meses.

O berço do samba e a luta pela memória

A Praça Onze não é apenas um logradouro. Foi ali que, nas primeiras décadas do século XX, surgiram as primeiras escolas de samba, como a Deixa Falar, fundada em 1928. O local também abrigou o carnaval popular antes da construção do Sambódromo, nos anos 1980. Para quem garimpa joias esquecidas do Rio antigo, a praça ainda guarda vestígios desse passado: o chafariz de 1906, por exemplo, sobreviveu às reformas urbanas da era Pereira Passos.

Eu, como colunista de cinema cult e clássicos, vejo na Praça Onze um cenário que poderia sair de um filme de Nelson Pereira dos Santos, um retrato do Rio popular que insiste em resistir. A revitalização, se bem executada, pode devolver à região a vitalidade que ela perdeu com a degradação das últimas décadas.

O projeto de revitalização em detalhes

A Prefeitura do Rio apresentou o projeto em audiência pública em agosto de 2025. Segundo a Secretaria Municipal de Conservação, as obras incluem:

  • Restauro do chafariz central, construído em 1906, com recuperação de peças originais em ferro fundido.
  • Reforma do coreto, palco de apresentações de chorinho e samba desde os anos 1930.
  • Novo calçamento em pedra portuguesa, seguindo o padrão histórico da região.
  • Iluminação cênica com LEDs, destacando os monumentos e a vegetação.
  • Instalação de 20 novos bancos, 10 lixeiras e um bicicletário com capacidade para 30 bicicletas.

O custo estimado é de R$ 4,2 milhões, com recursos do Fundo Municipal de Conservação Ambiental. A previsão é que as obras comecem em março de 2026 e terminem em fevereiro de 2027.

Controvérsias e críticas ao plano

Nem todos aplaudem a iniciativa. Moradores da região e integrantes de movimentos culturais questionam a falta de diálogo com a comunidade. A Associação de Moradores do Centro (AMAC) protocolou um pedido de revisão do projeto, alegando que a revitalização pode expulsar ambulantes e feirantes que há décadas ocupam o entorno.

Há também críticas ao fato de o projeto não prever a construção de um centro cultural ou museu dedicado à história do samba. Em 2024, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) já havia recomendado a criação de um espaço interpretativo na praça, mas a prefeitura optou por priorizar as intervenções físicas.

Conexão com o cinema e a cultura popular

A Praça Onze foi cenário de filmes como "Orfeu Negro" (1959), de Marcel Camus, e "Rio, Zona Norte" (1957), de Nelson Pereira dos Santos. O filme antigo ainda tem o que dizer: a praça aparece como símbolo de um Rio que mistura tradição e modernidade, música e miséria. Para quem gosta de garimpar joias esquecidas, a revitalização pode ser uma chance de revisitar essas obras e entender como o espaço urbano molda a narrativa cinematográfica.

Perguntas Frequentes

Quando começam as obras de revitalização da Praça Onze?

A previsão é que as obras comecem em março de 2026, com duração estimada de 12 meses.

Quanto custará a revitalização da Praça Onze?

O custo estimado é de R$ 4,2 milhões, financiados pelo Fundo Municipal de Conservação Ambiental.

O que será restaurado na Praça Onze?

O projeto prevê restauro do chafariz central (1906) e do coreto, novo calçamento, iluminação cênica, bancos, lixeiras e área de convivência.

A revitalização vai expulsar ambulantes da Praça Onze?

Há controvérsias. A associação de moradores critica a falta de diálogo, enquanto a prefeitura afirma que o projeto não prevê remoção, mas requalificação do espaço.

Qual a importância histórica da Praça Onze?

A Praça Onze é considerada o berço do samba, onde surgiram as primeiras escolas de samba nos anos 1920 e 1930. Também foi palco de manifestações populares e cenário de filmes clássicos.

Como assistir a filmes que se passam na Praça Onze?

"Orfeu Negro" e "Rio, Zona Norte" estão disponíveis em plataformas de streaming como Mubi e no acervo da Cinemateca Brasileira. Vale o resgate para entender a relação entre cinema e cidade.

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