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Redes sociais ajudam a despertar interesse por livros, diz escritora

ResumoCarla Madeira, escritora brasileira, atribui às redes sociais e clubes de leitura o recente aumento de leitores no Brasil, durante a Flipelô em Salvador. A autora celebra o despertar do interesse por livros, mas alerta que 53% dos brasileiros não leram um livro em três meses, evidenciando um hábito de leitura ainda insuficiente no país.

Em Salvador, na Flipelô, Carla Madeira celebrou o aumento de leitores no Brasil, impulsionado por redes sociais e clubes de leitura, mas alertou que o brasileiro ainda lê pouco, com 53% sem ler um livro em três meses.

Marcelo Tenório
Marcelo Tenório Repórter de Animação e Cinema de Gênero · 09 de agosto de 2026
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VereditoEm Salvador, na Flipelô, Carla Madeira celebrou o aumento de leitores no Brasil, impulsionado por redes sociais e clubes de leitura, mas alertou que o brasileiro ainda lê pouco, com 53% sem ler um livro em três meses.

Redes sociais ajudam a despertar interesse por livros, diz escritora

A escritora mineira Carla Madeira, autora de sucessos como Tudo é Rio e A Natureza da Mordida, esteve em Salvador neste sábado (8) para falar ao público no Largo do Pelourinho, durante a Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô). Ela disse que as redes sociais e os clubes de leitura têm um papel central no aumento do interesse por livros no país.

Segundo a escritora, mais brasileiros estão lendo e comentando sobre livros, principalmente por meio das redes sociais e clubes de leitura. "As pessoas estão descobrindo que é legal conversar sobre o que elas leem, concordar, discordar, discutir", afirmou. Para ela, essa troca "amplia a consciência" e é um exercício de riqueza.

O papel das redes sociais e clubes de leitura

Carla Madeira, que é a escritora de ficção mais lida do Brasil, com mais de 1 milhão de cópias vendidas, celebrou o fenômeno. "As redes sociais têm um papel superimportante nisso", completou. A ampliação de clubes de livros e festivais de literatura, como a própria Flipelô, também ajuda a aumentar o interesse.

O brasileiro ainda lê pouco

Apesar do otimismo, a escritora reconhece que o brasileiro ainda lê pouco. Em um país com 220 milhões de pessoas, ela confronta os números do mercado editorial com o dado demográfico. "Não há como negar que o brasileiro lê pouco", disse, citando questões que vão da educação formal ao acesso ao livro.

Dados da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro, de 2024, mostram que 47% da população com 5 anos ou mais se declarou leitora, cerca de 93,4 milhões de pessoas. Mas a maioria, 53%, não havia lido sequer parte de um livro nos três meses anteriores.

O novo livro de Carla Madeira

Durante a mesa na Flipelô, a escritora contou que seu novo livro, Quando, será lançado ainda neste mês. A obra aborda a história de uma mãe que denuncia o próprio filho à polícia. Foi escrita em um momento de três lutos em sequência: a morte de sua mãe, de seu psicanalista e de sua sócia.

"Acho que toda emoção está no corpo", disse. O livro se passa em 1986, período em que o Brasil volta a ter eleições diretas, com heranças da ditadura ainda presentes. Para ela, é mais um livro sobre a maternidade, tema que lhe é caro. "A maternidade é uma coisa que está muito presente nos meus livros", afirmou.

Perguntas Frequentes

Qual o papel das redes sociais na leitura, segundo Carla Madeira?

Ela afirma que as redes sociais têm papel superimportante, pois as pessoas descobrem que é legal conversar sobre o que leem, concordar, discordar e discutir.

O brasileiro lê pouco?

Sim, segundo a escritora e dados do Instituto Pró-Livro. Em 2024, 53% da população não leu sequer parte de um livro nos três meses anteriores.

Quando será lançado o novo livro de Carla Madeira?

O livro Quando será lançado ainda neste mês, segundo a autora.

O que é a Flipelô?

A Festa Literária Internacional do Pelourinho, que teve sua décima edição começando na quarta-feira (5) e terminando neste domingo, em Salvador.

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