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Instituto anuncia no CineOP centro para preservar audiovisual

ResumoInstituto Moreira Salles anunciou no CineOP a criação de um centro dedicado à preservação do patrimônio audiovisual brasileiro. A iniciativa, costurada em bastidores, envolve parcerias técnicas e financiamento público para garantir a conservação de acervos históricos. O centro visa estruturar políticas de restauro e difusão de obras cinematográficas, fortalecendo a memória cultural do país.

O instituto anunciou no CineOP a criação de um centro voltado à preservação do patrimônio audiovisual. A decisão, costurada em bastidores, envolve parcerias técnicas e financiamento público, com impacto direto na conservação de filmes brasileiros.

Bárbara Ishikawa
Bárbara Ishikawa Entrevistadora e Repórter de Bastidores de Cinema · 29 de junho de 2026
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9.3/10
VereditoO instituto anunciou no CineOP a criação de um centro voltado à preservação do patrimônio audiovisual. A decisão, costurada em bastidores, envolve parcerias técnicas e financiamento público, com impacto direto na conservação de filmes brasileiros.

Instituto anuncia no CineOP centro para preservar audiovisual

O instituto anunciou no CineOP, durante a mesa de abertura do evento, a criação de um centro voltado à preservação do patrimônio audiovisual brasileiro. A decisão, costurada em bastidores ao longo de meses de articulação, envolve parcerias técnicas com arquivos públicos e privados, além de financiamento público. O centro surge em resposta à necessidade urgente de conservar filmes, documentos e registros sonoros que correm risco de deterioração.

O centro para preservar audiovisual foi apresentado como um espaço de articulação entre instituições. Segundo a coordenadora de preservação do instituto, a ideia nasceu de um diagnóstico feito em parceria com a Cinemateca Brasileira e o Arquivo Nacional. "Identificamos lacunas na guarda de materiais em película e suportes digitais", afirmou. O anúncio ocorreu no CineOP, festival que desde 2006 reúne profissionais de arquivo, restauro e políticas públicas.

A estrutura do centro prevê três eixos: catalogação de acervos, restauro de obras e capacitação de técnicos. Cada eixo terá um comitê formado por representantes de cinematecas estaduais, universidades e associações de cineastas. O financiamento inicial virá de emendas parlamentares e de um edital da Ancine. Os valores ainda não foram divulgados, mas fontes do instituto indicam que o orçamento total gira em torno de R$ 5 milhões.

A articulação nos bastidores do CineOP

A decisão de anunciar o centro no CineOP não foi casual. O festival, realizado em Ouro Preto, é o principal fórum de discussão sobre preservação audiovisual no país. Nos corredores do evento, representantes do instituto conversaram com curadores, restauradores e gestores de arquivos. Uma das reuniões mais importantes ocorreu com a equipe da Cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, que cedeu know-how em restauro digital.

O coordenador técnico do centro explicou que a escolha do local também levou em conta a capilaridade do CineOP. "O festival atrai profissionais de todas as regiões do Brasil. Conseguimos ouvir demandas de arquivos do Norte e do Nordeste", disse. Essas conversas ajudaram a definir prioridades: digitalização de acervos em risco e treinamento de mão de obra local.

Parcerias e o papel das instituições

O centro funcionará em regime de rede, com sede física no Rio de Janeiro e núcleos regionais em São Paulo, Recife e Porto Alegre. Cada núcleo será responsável por um tipo de suporte: película, vídeo e áudio. A parceria com a Cinemateca Brasileira é estratégica, pois a instituição detém o maior acervo de filmes do país. Já o Arquivo Nacional contribuirá com documentos administrativos e roteiros originais.

O instituto também firmou acordo com a Associação Brasileira de Preservação Audiovisual (ABPA) para criar um banco de dados unificado. Esse banco reunirá informações sobre obras já catalogadas e aquelas em risco iminente. Segundo o presidente da ABPA, a iniciativa "preenche uma lacuna histórica de coordenação entre arquivos".

O impacto para o setor audiovisual

A criação do centro é vista como um avanço em relação à Política Nacional de Preservação Audiovisual, instituída em 2022. Até então, as ações eram fragmentadas, com cada arquivo atuando de forma isolada. Com o centro, espera-se padronizar procedimentos de catalogação e restauro, além de ampliar o acesso público aos acervos.

Cineastas independentes também podem se beneficiar. O centro oferecerá consultoria gratuita para pequenos produtores que desejam depositar seus materiais em arquivos parceiros. "Muitos filmes independentes se perdem por falta de informação sobre como preservar", observou a diretora de uma produtora de Minas Gerais, presente no CineOP.

Desafios e próximos passos

O principal desafio é a continuidade do financiamento. O orçamento inicial cobre os primeiros dois anos, mas o instituto já negocia com o Ministério da Cultura a inclusão do centro no Plano Plurianual. Outro gargalo é a formação de técnicos especializados em restauro digital, área com pouca oferta no Brasil.

Para o próximo ano, está prevista a primeira turma do curso de capacitação, com 30 vagas. As inscrições serão abertas em parceria com a Universidade Federal Fluminense, que já oferece disciplinas de preservação audiovisual. O instituto também planeja lançar um edital para projetos de digitalização de acervos comunitários.

preservação audiovisual no Brasil

Perguntas Frequentes

O que é o CineOP?

O CineOP é um festival de cinema realizado em Ouro Preto (MG) desde 2006, focado em preservação, restauro e políticas públicas para o audiovisual. Reúne profissionais do setor para debates, mostras e oficinas.

Qual o objetivo do centro de preservação?

O centro visa coordenar ações de catalogação, restauro e capacitação técnica, integrando arquivos públicos e privados para evitar a perda de acervos audiovisuais brasileiros.

Quem financia o centro?

O financiamento inicial vem de emendas parlamentares e de um edital da Ancine. O instituto negocia com o Ministério da Cultura a inclusão no orçamento plurianual.

Como os cineastas podem participar?

Cineastas podem depositar materiais em arquivos parceiros e solicitar consultoria gratuita sobre preservação. O centro divulgará editais para digitalização de acervos comunitários.

Quando o centro começa a funcionar?

A previsão é que o centro inicie as atividades em janeiro de 2027, com a sede no Rio de Janeiro e núcleos regionais em São Paulo, Recife e Porto Alegre.

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