Festival de cinema fantástico estreia com homenagem a Liz Marins
A 17ª edição do CineFantasy começa nesta terça-feira (1º) em São Paulo, com 70 filmes de 24 países e homenagem a Liz Marins, criadora da Liz Vamp. O festival vai até 6 de setembro.
O CineFantasy, Festival Internacional de Cinema Fantástico, começa nesta terça-feira (1º) em São Paulo, com uma homenagem a Liz Marins, criadora da Liz Vamp. A 17ª edição vai até 6 de setembro e reúne 70 filmes de 24 países e territórios.
A atriz, filha de José Mojica Marins, o Zé do Caixão, completa 25 anos da personagem Liz Vamp, ícone do cinema e da TV brasileira. A trajetória dela será celebrada no festival, que explora o gênero fantástico, incluindo horror, ficção científica, contos e lendas.
Nesta edição, o evento se espalha por vários pontos da cidade. As exibições acontecem no Museu da Imagem e do Som (MIS), no Cine Olido, no Centro de Formação Cidade Tiradentes e em 26 Centros de Educação Unificados (CEUs). Os filmes também estarão nas plataformas de streaming gratuitas DarkFlix+ e SpCine Play.
A mudança veio das dificuldades de locomoção relatadas pelo público. "São Paulo é uma cidade grande, com uma extensão territorial enorme e problemas de locomoção", diz Eduardo Santana, diretor e idealizador do CineFantasy, que vê o evento como porta de entrada para novos cineastas.
A programação traz mostras competitivas com categorias de Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Ator, Melhor Atriz e Melhor Roteiro. A premiação, com o troféu José Mujica/CineFantasy, acontece na sessão de encerramento no MIS. Os vencedores de melhor curta e longa ganham indicação para a Fantlatam, aliança latino-americana de festivais do gênero.
A abertura terá a première brasileira do documentário "Occupy Cannes", de Lily-Hayes Kaufman, sobre a produtora Troma no mercado de Cannes desde 1974. Também entra em cena "Lúmen", curta de Marcos DeBrito criado por 30 participantes em um dia na oficina da 16ª edição.
Entre as estreias mundiais, "Juliana contra o Jambeiro do Diabo pelo Coração de João Batista", de Roger Elarrat, leva horror e realismo fantástico à Amazônia. Já "O Retrato de Sarah", de Leonardo Costa, narra a história de uma jovem artista que converte compradores em arte. Ambos terão encontros com equipes.
Da seleção internacional, destaque para "Sangrar" (Bleed), estreia mundial dirigida por Dawson Doupé, Ryder Doupé e Tadeaš Tapper. A trama acompanha uma família em crise na noite de Halloween, abalada pela chegada de um parente ensanguentado. Um dos diretores estará na exibição.