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DF destina R$ 2,77 mi para festival de cinema de Brasília

ResumoO Festival de Brasília do Cinema Brasileiro recebe R$ 2,77 milhões da Secretaria de Economia do Distrito Federal para a 59ª edição, prevista para setembro. O aporte financeiro atende a reivindicações de profissionais do setor e do diretor artístico, que alertaram para o risco de cancelamento do evento.

A Secretaria de Economia do DF anunciou R$ 2,77 milhões para a 59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, marcado para setembro. A decisão ocorre após pressão de profissionais do setor e do diretor artístico, que temiam o cancelamento.

Bárbara Ishikawa
Bárbara Ishikawa Entrevistadora e Repórter de Bastidores de Cinema · 11 de agosto de 2026
Som cinema importância: por que ele é tão crucial quanto a i
6.6/10
VereditoA Secretaria de Economia do DF anunciou R$ 2,77 milhões para a 59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, marcado para setembro. A decisão ocorre após pressão de profissionais do setor e do diretor artístico, que temiam o cancelamento.

DF destina R$ 2,77 milhões para festival de cinema de Brasília

A Secretaria de Economia do Distrito Federal (Seec) anunciou, nesta terça-feira (11), que vai destinar R$ 2,77 milhões para a organização da 59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. O evento está agendado para ocorrer entre os dias 11 e 19 de setembro, na capital federal.

Resposta direta: O Governo do Distrito Federal, por meio da Secretaria de Economia, confirmou o empenho de R$ 2,77 milhões para a 59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. O evento ocorre entre 11 e 19 de setembro, na capital federal. A decisão atende a uma determinação da governadora Celina Leão, feita após críticas de profissionais do setor sobre a incerteza da organização.

A decisão de bastidor que salvou a edição de 2026

A confirmação do valor veio um dia após a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, publicar nas redes sociais que determinou à secretaria que providenciasse os recursos necessários. A Seec confirmou à Agência Brasil o empenho dos R$ 2,77 milhões, mas a Secretaria de Cultura e Economia Criativa ainda não divulgou detalhes do cronograma de pagamento.

Quem acompanha a organização de festivais de cinema sabe que o anúncio de verba pública em agosto para um evento em setembro é um prazo apertado. A logística de seleção, curadoria, montagem de salas e infraestrutura técnica exige decisões tomadas com meses de antecedência. A janela de 30 dias, citada pelo diretor artístico, é curta até para festivais menores.

A pressão do setor e a resposta de Celina Leão

A determinação da governadora foi publicada após profissionais do audiovisual criticarem o clima de incerteza sobre a organização. O diretor artístico do festival, Eduardo Valente, usou as redes sociais para lamentar o possível cancelamento.

No desabafo, Valente pediu a união de todos os envolvidos com cinema para manter o evento vivo. Ele escreveu que nem a edição atual nem o futuro do festival seriam determinados apenas por quem estava lutando para organizá-lo, e convocou associações, o setor do cinema, o público do DF e até outros festivais do país a se juntarem nessa briga.

Hoje, Valente voltou ao tema nas redes sociais, com um tom que mistura alívio e apreensão: "Temos um festival para fazer em 30 dias [e] um anúncio de seleção em uma semana, mas tem muitas páginas". A frase revela que, apesar do recurso garantido, o trabalho operacional segue intenso.

Um festival que já atravessou a ditadura e a pandemia

Criado em 1965, o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro é o mais longevo do setor no Brasil. Consolidou-se como um importante espaço de debate sobre os rumos do audiovisual brasileiro, e sua história é marcada por resiliência.

O evento só deixou de acontecer em dois anos, durante a ditadura militar (1964/1985). Em meio à crise sanitária da pandemia de covid-19 (2019/2023), foi realizado de forma virtual. Desde 2007, é considerado patrimônio imaterial do Distrito Federal.

Para quem pesquisa a história do cinema nacional, o festival funciona como um termômetro: quando ele resiste, o setor respira. A decisão de manter a edição de 2026, mesmo com o orçamento apertado, segue essa tradição de sobrevivência.

Recorde de inscrições e o peso do Troféu Candango

A edição de 2026 recebeu número recorde de inscrições de filmes, com 1.928 obras pleiteando uma vaga. A exibição de mais de 80 filmes foi confirmada, o que representa o envolvimento de centenas de profissionais de todo o Brasil.

Um diferencial em relação a outros festivais é que as obras selecionadas precisam ser inéditas. Os vencedores recebem o Troféu Candango, em homenagem aos pioneiros que construíram a capital. Esse requisito de ineditismo eleva a aposta: cada filme exibido em Brasília chega à tela pela primeira vez no país, o que atrai cineastas de todos os cantos.

Os números ajudam a dimensionar o impacto. Com 1.928 inscrições e mais de 80 selecionados, a taxa de aprovação fica em torno de 4,1%. Cada vaga disputada representa um projeto que passou por curadoria, edição e finalização antes de chegar ao festival.

O que falta para o festival acontecer

A verba está empenhada, mas o cronograma de pagamento ainda não foi divulgado pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa. A seleção dos filmes precisa ser anunciada em uma semana, segundo Valente. A montagem da estrutura física, a contratação de equipes e a logística de exibição dependem do repasse efetivo dos recursos.

O prazo de 30 dias até a abertura é curto para os padrões do setor. Festivais desse porte costumam planejar a edição com seis a oito meses de antecedência. A decisão de bastidor, agora, é transformar o empenho em pagamento rápido e garantir que as mais de 80 obras selecionadas tenham estrutura adequada de projeção e debate.

O papel do festival na cena audiovisual brasileira

O Festival de Brasília não é apenas uma vitrine. É um espaço de encontro entre realizadores, críticos e público. A exigência de obras inéditas faz dele um laboratório de tendências: o que estreia em Brasília costuma pautar discussões sobre linguagem, estética e política no cinema nacional.

A edição de 2026, com recorde de inscrições, sinaliza que o setor está ativo e disposto a disputar espaço. A confirmação dos R$ 2,77 milhões, mesmo tardiamente, evita o que seria um golpe duro para a cena cultural do DF e para o calendário audiovisual do país.

Perguntas Frequentes

Quando acontece o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro em 2026?

A 59ª edição está agendada entre os dias 11 e 19 de setembro, na capital federal.

Quanto o DF vai destinar para o festival?

A Secretaria de Economia do DF confirmou o empenho de R$ 2,77 milhões para a organização do evento.

Quem anunciou a liberação dos recursos?

A governadora Celina Leão determinou que a secretaria providenciasse os recursos, e a Seec confirmou o empenho à Agência Brasil.

Qual a importância do festival para o cinema brasileiro?

Criado em 1965, é o mais longevo do setor no Brasil, com obras inéditas e o Troféu Candango como premiação. Desde 2007, é patrimônio imaterial do DF.

Quantos filmes foram inscritos na edição 2026?

Foram 1.928 obras inscritas, número recorde, com mais de 80 filmes confirmados para exibição.

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