Crítica · Análises e Críticas

CBL: Bienal do Livro de SP terá maior edição da história em 2026

ResumoA 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, organizada pela CBL, ocorrerá de 4 a 13 de setembro de 2026 no Distrito Anhembi. A edição será a maior da história do evento, com 350 autores, 269 expositores e 11 espaços culturais confirmados. A programação ampliada reforça a posição da Bienal como principal vitrine literária da América Latina.

A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, de 4 a 13 de setembro no Distrito Anhembi, será a maior da história, segundo a CBL. São 350 autores, 269 expositores e 11 espaços culturais.

Bárbara Ishikawa
Bárbara Ishikawa Entrevistadora e Repórter de Bastidores de Cinema · 02 de setembro de 2026
CBL: Bienal do Livro de SP terá maior edição da história em 2026
9.3/10
VereditoA 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, de 4 a 13 de setembro no Distrito Anhembi, será a maior da história, segundo a CBL. São 350 autores, 269 expositores e 11 espaços culturais.

A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que ocorre de 4 a 13 de setembro no Distrito Anhembi, será a maior edição da história do evento, segundo a Câmara Brasileira do Livro (CBL), organizadora da feira. A expectativa é receber mais de 700 mil visitantes, com 350 autores nacionais e internacionais, 269 expositores e onze espaços culturais.

A edição de 2026 consolida-se como a maior da história, refletindo a evolução do evento como um grande festival cultural e literário. A programação será distribuída por 11 espaços temáticos, cada um com identidade própria e curadoria especializada, somando 3.450 horas de conteúdo. Os ingressos estão disponíveis pela plataforma Fever.

A expansão física é um dos marcos desta edição. A Bienal ocupará 86 mil metros quadrados, um crescimento de 28% em relação à edição anterior. A área comercial cresceu 20%, os espaços de programação cultural foram ampliados em 4,7% e a área de alimentação aumentou 8,8%. A reorganização da infraestrutura permitiu ainda a instalação de novos espaços para convivência, experiências culturais e áreas de descanso.

Entre os destaques da programação está a mesa Conceição Evaristo: 80 anos de escrevivência, com as autoras Conceição Evaristo e Eliana Alves Cruz, que discutirão literatura, memória e ancestralidade. As duas também participam do bate-papo sobre o livro Escreviventes (Pallas Editora), com Marcelino Freire e Estevão Ribeiro. A obra nasceu de um diálogo gravado na Kaza 123, quilombo urbano no Rio de Janeiro, e ganhará versão em documentário dirigido por Estevão.

Autores contemporâneos como Itamar Vieira Jr., Aline Bei, Socorro Acioli, Giovana Madalosso e Jefferson Tenório também marcam presença. A escritora Bethania Pires Amaro, vencedora dos prêmios Jabuti, APCA e Sesc de Literatura com Ninho, estreia no romance com Ressalga (editora Record), que retoma histórias de mulheres profissionais do sexo entre as décadas de 1950 e 1970 na Ladeira da Montanha, em Salvador.

Entre os convidados internacionais, Ana Huang, autora de Amor Corrompido (editora Essência), e Alice Oseman, criadora da série Heartstopper (editora Seguinte), são algumas das presenças. A jornalista Lesley-Ann Jones, biógrafa de David Bowie, John Lennon, Rolling Stones e Freddie Mercury, participa de debates sobre o vocalista do Queen e sobre música e legado.

A Espanha é o Convidado de Honra, com curadoria da escritora Marta Sanz, em um espaço de cerca de 500 metros quadrados, com debates, encontros e exposições. "Mais do que uma feira, a Bienal Internacional do Livro de São Paulo é um grande ponto de encontro do ecossistema do livro", afirmou Sevani Matos, presidente da CBL. A decisão de bastidor, aqui, foi transformar a feira em um festival cultural ampliado, e o espectador percebe isso na diversidade de espaços e na densidade da programação.

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