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Carminho reforça amor pelo Brasil em nova turnê

ResumoCarminho inicia a turnê brasileira "Eu Vou Morrer de Amor ou Resistir" com apresentações no Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo. A fadista portuguesa celebra 17 anos de relação afetiva e profissional com o Brasil, reforçando o vínculo entre a música portuguesa e o público brasileiro. A nova temporada destaca a continuidade dessa conexão cultural.

Carminho começa nova temporada brasileira com a turnê Eu Vou Morrer de Amor ou Resistir. A fadista passa por Rio, BH e São Paulo, e celebra 17 anos de laços com o país.

Hélio Bastos Caetano
Hélio Bastos Caetano Colunista de Cinema Cult e Clássicos · 25 de agosto de 2026
Carminho reforça amor pelo Brasil em nova turnê
8.7/10
VereditoCarminho começa nova temporada brasileira com a turnê Eu Vou Morrer de Amor ou Resistir. A fadista passa por Rio, BH e São Paulo, e celebra 17 anos de laços com o país.

A cantora e compositora portuguesa Carminho começa mais uma temporada no Brasil com a turnê mundial Eu Vou Morrer de Amor ou Resistir, que chega nesta sexta-feira (21) ao Vivo Rio, na zona sul do Rio de Janeiro. A artista visita o país há 17 anos e, desde então, só fortaleceu os laços com o público e a cultura brasileira.

A turnê, centrada no sétimo álbum da artista, já passou pelo Grande Teatro do Sesc Palladium, em Belo Horizonte, na quinta (19). A próxima parada é na terça-feira (25), no Teatro Cultura Artística, em São Paulo. O repertório é baseado no trabalho mais autoral de Carminho, que tem oito faixas de sua autoria entre as 11 do disco.

Para Carminho, o Brasil é um país de riqueza cultural, visual e espiritual únicas. "É incrível, para mim, como portuguesa, chegar ao outro lado do oceano em um país com dimensões completamente diferentes que o meu e também de maneiras de pensar e hábitos culturais tão distintos, mas com a mesma língua", disse à Agência Brasil. A identificação é tanta que, ao chegar, ela se sente em casa: "O Brasil é também, hoje em dia, casa. É um lugar que eu já visito há 17 anos, com tantos amigos, com tanta troca entre artistas", completou.

A dedicação ao fado não impede Carminho de ser contemporânea. Ela propõe improvisações que unem tradição e experimentalismo em linguagem particular. Sobre a tristeza associada ao gênero, ela explica: "Eu não associo o fado à tristeza. Eu associo o fado a uma certa profundidade, a uma grande profundidade em um instrumento e em uma linguagem que é exatamente plástica e feita para poder transmitir sentimentos de todas as naturezas".

O público brasileiro também é motivo de satisfação. "O público brasileiro é muito especial, inesquecível, muito generoso, espontâneo que se dá em cada apresentação", afirmou. Em todos esses anos, Carminho construiu amizades com artistas como Chico Buarque, Milton Nascimento, Fernanda Montenegro, Maria Bethânia e Caetano Veloso. Entre elas, Marisa Monte tem lugar especial: "Um encontro na minha vida", revelou a portuguesa, que conheceu a brasileira depois de um show.

O álbum Eu Vou Morrer de Amor ou Resistir presta homenagem às mulheres que moldaram a história do fado, incluindo sua mãe, Teresa Siqueira, Beatriz da Conceição, Amália Rodrigues, Wendy Carlos e Annette Peacock. Nas apresentações, estão canções como Chuva no Mar, dueto com Marisa Monte, e faixas do disco dedicado a Tom Jobim, como Chovendo na Roseira. agenda cultural no Rio de Janeiro

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