# Bienal do Livro: novo projeto Estação Bienal incentiva leitura

> A Bienal do Livro do Rio inaugura em setembro o projeto Estação Bienal, com a primeira edição no Teatro Clara Nunes. A iniciativa aproxima leitores de autores internacionais, começando com Alice Oseman, criadora de Heartstopper. Ingressos para o encontro partem de R$ 85, promovendo acesso a debates e experiências literárias.

*Vídeo na Frente · Análises e Críticas · 01 de setembro de 2026 · Larissa Queiroga*

A Bienal do Livro do Rio inaugura em setembro a Estação Bienal, projeto para aproximar leitores de autores internacionais. A primeira parada traz Alice Oseman, de Heartstopper, ao Teatro Clara Nunes, com ingressos a partir de R$ 85.

A Bienal do Livro do Rio de Janeiro lança em setembro a Estação Bienal, projeto que aproxima leitores de autores internacionais e amplia o alcance do festival mesmo nos anos em que ele não ocorre. A primeira parada está marcada para 9 de setembro, no Teatro Clara Nunes, no Shopping da Gávea, zona sul do Rio. Nessa data, fãs da escritora inglesa Alice Oseman, autora da série Heartstopper, poderão conhecê-la ao vivo e ganhar autógrafo. A ação tem parceria da Companhia das Letras, por meio do selo jovem Seguinte.

A ideia, segundo Bruno Henrique, diretor de Marketing e Conteúdo da GL events Exhibitions, que realiza a Bienal junto ao Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), é trazer, num primeiro momento, apenas autores internacionais, de acesso mais difícil ao público. "A gente quer criar esse produto para aproximar autores mais difíceis do seu público, com certa periodicidade que ainda será definida". Depois, a expectativa é ampliar o projeto, como ocorreu com a Bienal nas Escolas, que leva autores a escolas públicas e virou proposta permanente.

Os ingressos estão à venda no site da Sympla ou no teatro, em três modalidades: Simples (R$ 85 meia, R$ 170 inteira) para o bate-papo; Master (R$ 175 meia, R$ 350 inteira) com um exemplar de Heartstopper 6 autografado; e Full Experience (R$ 199,90 meia, R$ 399,90 inteira) com bate-papo, livro e sessão de autógrafos com foto. Há meia entrada social para quem doar um livro em bom estado, destinado a instituição apoiada pela Bienal.

Alice Oseman atende uma fatia expressiva do público jovem da Bienal. A inglesa é considerada best seller e trata com delicadeza de temas ligados aos jovens, especialmente da população LGBTQIA+. A mobilização dos fãs nas redes sociais, segundo o diretor, mostra um recorte específico de uma geração com milhares de seguidores no país.

A Estação Bienal pretende ser itinerante, transformando teatros, centros culturais e outros espaços em pontos de encontro. Um novo autor estrangeiro já foi cotado para a próxima edição, ainda este ano, mas o nome não foi revelado por envolver logística e agenda. Cada parada terá um pin colecionável; o primeiro traz a capa de Heartstopper 6.

A Bienal também mantém ações permanentes de incentivo à leitura: com o Hemorio, o projeto Ler tá no Sangue aumentou o número de doadores; com o Metrô Rio, livros são distribuídos nos vagões na ação Embarque na Leitura; e com a Voz das Comunidades, o Invasão dos Livros atua no Complexo do Alemão. "O propósito é ir caminhando no sentido de tornar cada vez mais o Brasil um país leitor", concluiu Bruno Henrique.

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Fonte (canonical): https://videonafrente.com.br/analises-e-criticas/bienal-livro-tem-novo-projeto-incentivar-leitura-brasil/
